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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

DOS GRAUS DE ENTENDIMENTO

(Desvelar das leis )

A natureza, os corpos e o espírito são regidos por leis. Podemos desconhecer quais são. E essa ignorância sempre estará associada à dor. 

A busca pelo conhecimento é contínua introspecção desses códigos onipresentes, de modo que trabalhemos em sintonia com seus mandamentos, para a constante cura própria e alheia. 

Mas, afinal, qual o modo de descobrir essas leis? Deve-se ter como norte aquilo que os filósofos e religiões chamam de Unidade ou Amor.

Somente o Amor permite uma autêntica felicidade dentro do único e jamais percorrido caminho que estamos nos aventurando.

A velocidade com que cada um irá conhecer as leis é fruto da vontade de ser um herói em meio à natural crueldade do mundo. O nível de movimento e de compreensão é proporcional ao desejo de ser bebê, de engatinhar ou de andar.

Sempre que andamos heroicamente, brota de nossas feridas sangue novo. Em simbólico morrer num sacrifício materno pelo outro, duas novas e intensas vidas se apresentam.

Não são mais intensamente vivas assim aquelas pessoas que você mais ama?



sábado, 14 de fevereiro de 2015

QUEM SABE?


Imagine por um breve instante que as diversas ciências, as inúmeras obras de arte, as variadas filosofias e as incontáveis religiões sejam apenas reflexos de um mesmo ponto sagrado, eterno e infinito...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O VITRAL ACESO

Muitas pessoas não querem sair da escuridão, da brutalidade, da ignorância. Às vezes, é melhor ficar em silêncio e deixá-las lá, porque uma palavra amiga ou um gesto de amor para alguns funciona como um reforço na sua vontade de cair, pois vivem para contrariar sua própria natureza, se autoflagelam. 


Todo ritual envolve morte e renascimento. Os sábios já morreram diversas vezes. Os mais iluminados se tornaram o próprio ritual: a capacidade infinita de reunir de forma bela todos os cacos gerados pelo tempo e seus filhos. 


Na escalada para além do abismo, a vontade de levantar a cabeça para chegar ao topo unificante é indispensável. Os que fizeram esse caminho deixaram caixas de fósforos no calabouço. À medida que subimos, encontramos velas...


Foto: Catedral de São Sebastião na Cidade do Rio de Janeiro, de Glauber Medeiros Rezende.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

CERRADO: DELICADEZAS ABERTAS

CERRADO: DELICADEZAS ABERTAS 
                                
Ó meu bruto Cerrado, as virgens chuvas ainda quase não lhe tocaram e já estás grato, bem verde!

De manhã, vou pelas longas estradas, teu Jovem Pai Sol, que te faz contorcer, e a tua Velha Mãe Terra, que doa-lhe resistência, te oferecem a mim.
               
À tarde, voltando exausto, entrego-me a ti, Cerrado, à tua toada. Então, sob as bênçãos dos últimos olhares do Ancião Sol nos seios de tuas colinas, encontro fôlego novo...

Perco a voz ao vir ver escutando notas silenciosas e invisíveis da Única Eterna Canção na qual um dia para sempre existirei...


Crédito foto: Fernando Marinho