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sábado, 14 de fevereiro de 2015

O PRIMEIRO PENSAMENTO DIVINO

Eu estava em meio à natureza. Era fim de tarde, a metade do sol já tinha se escondido no horizonte. Naquele momento tive a experiência mística mais profunda de minha vida: todos os pensamentos sumiram e o nada de um profundo silêncio tomou conta do meu ser. Nesse brevíssimo instante, o êxtase aconteceu!

De repente, algo me fez sair daquele estado sublime, era meu corpo reclamando da enorme quantidade de mosquitos consumindo meu sangue, por esse motivo, sai do silêncio e tive um pensamento inicial: uma existência é sagrada demais, não consigo matar nenhuma dessas criaturas...


Pintura: O êxtase de São Paulo, 1649-1650, de Nicola Poussin.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ESPONTÂNEAS CRIATURAS

Se eu fosse capaz de criar mundos e seres, para a minha criação eu gostaria de ser um mistério no qual a minha existência, ao tornar-se uma quase inexistência, não interferisse na autonomia e auto-referência dos meus filhotes.
Pintura: A Criação de Adão, de Michelângelo Buonarotti,  1508-1512.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O RESPEITO DO SILÊNCIO

Se realmente soubéssemos os sentimentos que nos levam a querer tanto falar, inevitavelmente nos recolheríamos no mais profundo silêncio. Ao rasgar o véu da fala, vemos a vontade de querer subjulgar o outro.

Na muda contemplação não há necessidade de querer mudar a natureza única de nenhum ser, pois, das pedras e vermes até o céu com suas nuvens, tudo é sagrado!

O silêncio é perfeito respeito às existências. Um raríssimo momento em que um ser deixa de aniquilar outro...



sábado, 7 de fevereiro de 2015

DAS PERGUNTAS E RESPOSTAS #3

Quando com desdém me fizerem a pergunta filosófica "a Filosofia serve para quê", responderei: para limparmos um pouco do esgoto impregnado na mente e que acaba saindo, sem que percebeis, em atos e palavras.

Filosofaremos! Pois a dúvida sincera causa espanto. O espanto leva ao silêncio. E o silêncio gera respeito.
 
Resumindo: A Filosofia existe porque a beleza é amável.



Pintura: A Escola de Atenas
Autor: Rafael
Ano: 1506-1510