terça-feira, 14 de junho de 2016

A POSTURA DAS CRIANÇAS

As crianças até cerca de 8 a 10 anos de idade possuem uma correta postura corporal natural, um espetáculo! Depois dessa fase, quase todas sucumbem nas repressões sociais, por não enquadramento num padrão de beleza, vergonha de não ser bom em alguma atividade, tristeza pelos pequenos "defeitos" físicos destoantes do modelo de "beleza" social.

Diante de tamanha pressão, o órgão que mais somatiza as inalcançáveis exigências sociais é a coluna vertebral. Deveras, afinal, como não se degeneraria o ponto de sustento do corpo em face de tantos valores aberrantes?

Estudos indicam que mais de 93% das pessoas terão alguma doença relacionada à coluna durante suas vidas. Isso é grave pois sabemos que é praticanente impossível ter autoconsciência e autoconfiança sem uma coluna saudável e a cabeça em pé.




TRIPLO COMANDO

"Aquele cujo sólido conhecimento consegue controlar suas palavras, pensamentos e todo o seu corpo, pode, com justiça, ser chamado de Triplo Comandante.

O homem que exerce esse triplo autocomando com respeito a todos os seres animados, subjugando tanto a luxúria como o rancor, alcançará, assim, a Beatitude."

__O Código de Manú (Lei XII, 10-11).

NULLIUS IN VERBA

NULLIUS IN VERBA
(A frase latina que move a Ciência)

"Não sou obrigado a jurar lealdade a um mestre ou autoridade — aonde quer que a tempestade me carregue, chego como convidado."
(Nullius addictus iurare in verba magistri, — quo me cumque rapit tempestas, deferor hospes.)

__Horácio


O QUE É IDEOLOGIA?

Ontem minha namorada estava fazendo uma pesquisa sobre o que as pessoas entendem por ideologia. Consultando os confins do meu próprio cérebro científico respondi de pronto com o seguinte escrito:

"Ideologia é um conjunto de ideias que formam um sistema com o intuito de direcionar e conformar o modo de pensar e atuar das pessoas. Assim, temos a ideologia do machismo, do feminismo, do cristianismo, do islamismo, do facismo, do capitalismo, do comunismo, do partidarismo etc."

Hoje, meditativamente, percebi que o conceito de ideologia tem um ponto de intersecção com um ensinamento budista profundo: Os pensamentos e as formas de pensar são pesadas correntes que nos arremessam contra diversos muros, contudo, o intuito de meditar é perceber esse processo de arremesso para, enfim, vermos que somos a estação e não o passageiro, somos o oceano e não a bruma das ondas, somos a matriz e não o verbo.

Logo, poeticamente, ideologia é um véu de chumbo sobre o ser real, puro, infinito...


OS PROFESSORES ERÓTICOS

O professor de verdade dispensa lista de chamada, afinal, todo espetáculo gratuito sempre lota. Todo show bom vive saciado de presença.

O professor de verdade não ensina, apenas sugere, desperta, irradia. O docente inspira a abertura das asas, mas o voo do discente é totalmente livre. Logo, que fique claro, ele é um artista, um transformador, um revolucionário! É delicioso mergulhar em sua exposição oceânica. Se dói, sente, se diz, sente.

Um professor medíocre necessita de lista de presença para garantir o preenchimento de espaço, usa e abusa de sua autoridade, verticaliza suas relações. Amargurados e mal-amados. Seus alunos ficam sonolentos e espiritualmente apagados pois a sala de aula é uma prisão. Ele possui seguidores e não admiradores. Essa espécie deformada lotou o mundo e, com seus velórios, implora por um olhar de peixe morto. A lista de presença é a garantia dos pseudoprofessores, pois, sem esta, eles perderiam o público e o emprego.

Todo professor medíocre é um buraco negro, tem prisão de ventre e precisa parir, urge dar à luz um artista.

A diferença entre esses dois tipos de professores está na compreensão e aceitação de algo muito simples e sutil: a Verdade é erótica! Ela não é ensinada ou passada, só pode ser presenteada em sugestão, em contemplação...

Ficam aqui os votos para que, ao final da sagrada oração de amor dos professores de verdade, a plateia e ele verbalizem com fé: Amém!


O VENCEDOR DO VENCEDOR

A comunicação perfeita
é amor.
A forma de educar um filho
é amando-o.
A jeito ideal de não aceitar o mundo
é amando-o.

O caminho da saúde
é aceitar as feridas do amor.
O último topo da vitória
é ser derrotado pelo amor.

Ai de mim, se durante a vida
o eu não morrer de amor...





sábado, 28 de maio de 2016

SOMOS VIOLENTOS

Uma análise profunda da violência nos leva a reconhecer que, ainda que os humanos tenham conquistado a capacidade de escolher para reduzi-la, somos em maior ou menor grau violentos: desde nossas práticas alimentares e até na mais tênue relação com o mundo exterior.

Há ainda um tipo de violência sutil do pensamento em fazer um pré-julgamento constante daquilo que observamos, exemplo: vemos uma pessoa pela primeira vez na vida e imediatamente nossa mente cria um conceito sobre ela. Assim é porque o pensamento funciona em busca de comparação e identificação de padrões, logo, é essencial para ele a construção de modelos baseada em opostos. Observa-se que desse modelo operacional natural do pensamento, este tende a buscar informações já coletadas para se posicionar diante de uma situação nova e imprevista. Em resumo, o pensamento ainda é em grande parte dominado pelo nosso instinto de defesa e preservação. Poucos são os pensamentos livres de pré-julgamento,  os chamados "insights". 

Na busca de reduzir os danos do pensamento sem fundamento e abrir a mente para os pensamentos puros, diversas culturas ao redor do mundo nos encorajam a meditar e deixar a mente em vazio para podermos estar abertos e compreensivos sobre a essência desses encontros com o novo e o outro (O passado não existe, o futuro também não, ou seja, tudo é novo pois  só existe o presente. "Viva o presente" é a máxima das filosofias e religiões mais elevadas). Assim, a função da meditação seria afastar o modelo natural dual de pensamento para fazer com que este seja somente uma consequência de um modelo de unidade transcendental. Afinal, o dano decorrente daquilo que pré-julgamos incessantemente funciona como no mito da Hidra de Lerna contra Hércules: os pensamentos ferinos costumam renascer com facilidade e eliminá-los é tarefa árdua.


Por fim, quanto às práticas alimentares e a sua indissociável relação com a violência, as culturas antigas utilizavam rituais ou preces para conformar a nossa psiquê dividida ente o IDEAL de não-violência (contra plantas ou animais) e a NECESSIDADE corpórea de alimento e manutenção das atividades vitais básicas. Assim, pedia-se perdão a Deus pelo sacrifício de uma vida que seria o alimento de outra. Nota-se aqui que a morte gerando vida tornou-se um terrível paradoxo que talvez tenha desembocado na solução rearranjadora da imortalidade da alma: o espírito do animal ou planta retorna da morte. Logo, a morte é só aparente.

Desse modo, a princípio, o Ideal de Não-violência pode começar a agir neste mundo quando nossas necessidades alimentares e os nossos pensamentos estiverem voltados para as escolhas de atividades menos violentas. Contudo, eliminar totalmente a violência parece-nos que definitivamente exige a extinção da própria matéria e do corpo, por isso que a ideia de imortalidade de tudo quanto há é sagrada para a conformação de nossa psiquê.




quinta-feira, 26 de maio de 2016

MATÉRIA É ENERGIA

(Os Graus De Vibração)

Buda afirmou várias vezes há mais de dois mil anos que tudo é energia e que tudo é espiritual.

Se hoje a ciência (Teoria das Cordas) diz que a matéria é energia condensada ou de baixa vibração, podemos afirmar que matéria é energia solidificada, estagnada.

Logo, toda rigidez ou excesso de matéria é falta de energia fluida e livre. Assim, quanto mais se recebe, mais deve ser dado, pois, em última analise, é impossível somente acumular energia. Esta sempre criará fendas, rachaduras e feridas para o seu natural fluir...

Um recipiente vazio está cheio de energia incontrolável e invisível. E, desse modo, ele se torna flexível, espiritual...